Após o enterro nasço criatura.
Flores de vida não de sepultura.
Me alimento da terra e do céu.
Trato com o sol e as profundezas do fel.
A minha sombra é deleite.
Na chuva mamo meu leite.
No outono fico careca.
Primavera não: Meca.
Meu coração não é só meu.
É da Adriana é do Eliseu.
Minha raiz é um enrosque.
Com meus convivas sou bosque.
Solitária sou desmatamento.
Tenho acordo com o vento:
Dou lhe forma ele me espalha a semente -
assim parada ainda sigo em frente.