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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Poesia também é letra

Pato Fu - Uh Uh Uh, Lá Lá Lá, Yeh Yeah

As pessoas têm que acreditar
Em forças invisíveis pra fazer o bem
Tudo que se vê não é o suficiente
E a gente sempre invoca o nome de alguém

Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Ié Ié!

Acho muito caro que ele tá pedindo
Pra eu ter muito mais sorte menos azar
Acho muito pouco o que tenho no bolso
Pra ver o sol nascer não tem pagar

Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Ié Ié!

É certo que milagre pode até existir
Mas você não vai querer usar
Toda cura para todo o mal
Está no Hipoglós, no Merthiolate, Sonrisal
Quem tem a paz como meta
Quem quer um pouco de paz
Que tire o reboque que espeta
O carro de quem vem atrás

É certo que milagre pode até existir
Mas você não vai querer usar
Toda cura para todo o mal
Está no Hipoglós, no Merthiolate, Sonrisal
Quem tem a paz como meta
Quem quer um pouco de paz
Que tire o reboque que espeta
O carro de quem vem atrás

Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Ié Ié!



Veja esse som

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nesse estranho mundo cão (sete vidas)

Foi motoqueiro quem tirou
minha primeira vida
A segunda, perdi de velho
Na terceira: suicida
A quarta: envenenamento
(lembrar me dói cabeça e barriga)
Uma garota levou a quinta
(ataca a mãe pra ver se quica)
Por fim um anjo me levou na cesta
(Portas do céu: quanta gentileza!)

Só me resta uma vida
mas por você eu morreria
Faça gato e sapato dessa ninharia

Por um banho de língua
entro até na carrocinha
Eu encaro vira-latas por você, gatinha

Nesse estranho mundo cão
quem tem menos mais arrisca
Tivesse uma ao invés de seis
sairia desse cisca-cisca?

Rato no prato
Ração no pote
Quentes abraços
Sete filhotes
Supermercado
em lixos nobres
E ainda grátis
nesse pacote
as garras desse
gato da sorte

Só me resta uma vida
mas por você eu morreria
Eu luto, eu pego, eu mato
ratazana e companhia

Por mais uma lambida
vendo até a alma minha
Reencarno e te entrego as outras sete, gatinha.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Éden e o Orvalho


Filha bastarda do ménage à trois
(a saber: álcool - carência - DJ),
nascera, nesta boate,
a intimidade entre estranhos:
Narciso a esperar, da manhã,
o orvalho
aonde mergulhará a imagem
de sucesso do seu fracasso.

Carrega em seu DNA
primeiros últimos beijos
(essa navalha que estraçalha românticos
ao desprender camaleônicos sutiãs);
eternos amigos de poucas horas que
nem se lembrarão o quão
geniais e medíocres estão
logo o Éden se transforme
no ganha pão das faxineiras; e
como não,
algo de Carpe Diem: a última: dança,
beijo, molestação autorizada, aperto de mãos,
manifestação de simpatia ao próximo,
porre, abraço, copulação,
vontade de explodir em luz e som :
algo que nossas avós fariam igual,
desprovidas de saias tão longas -
velhas costuras de naftalina
da onipresente coersão social.

Bebemos uma nova alma
sonhando hipnotizar
aquele que nos hipnotiza
com seu aparato anti lual, minha ninfeta -
por nossos Buarques Mutantes,
nossos Riders on the storm e nossa
mulher de Los Angeles
no último volume
a estilhaçar as vidraças
de todo e qualquer ouvido.

E, engraçado, seres tão sincera,
em seu hálito de menta e cabelo maçã,
em seus olhos pré crepúsculo sem chuva,
com alguém tão
novo quanto desengonçado,
um ser de quem pouco sabe do que jamais importará,
mas, as mesmas vertigens
sempre sentira e sentirá:
desde o dia em que nascera
até o outro que nascerá.